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Qual é a sua maturidade na gestão de obras? 

A construção civil é uma atividade desafiadora. Descubra aqui qual é o seu grau de maturidade na gestão de obras e como melhorá-lo!
maturidade na gestão de obras
maturidade na gestão de obras

Descubra qual é o seu grau de maturidade na gestão de obras e como melhorá-lo! 

A gestão de obra eficiente é primordial para um bom andamento dos projetos e crescimento da construtora. Não basta apenas fazer o gerenciamento da empresa em si, mas sim garantir que isso está sendo feito em cada uma das obras. 

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações do Consumo (IBEDEC) de 2018, mostrou que, no Brasil, 95% dos empreendimentos imobiliários são entregues depois do prazo, ou seja, com atraso. As principais razões para esses atrasos nas obras estão diretamente relacionadas com a baixa maturidade de gestão de obras: baixa produtividade, a demora para tomar decisões, erros de comunicação e ineficácia do gerenciamento. 

De acordo com um estudo da McKinsey de 2017, a baixa produtividade da construção civil acontece, dentre outros fatores, do modelo não adequado dos processos e gerenciamento fraco de projetos. 

Todos esses dados apresentam um cenário que não é novidade: a construção civil precisa aumentar a produtividade. Essas pesquisas também comprovam que, para conseguir esse aumento de eficiência, é preciso amadurecer o planejamento e a gestão de obras. 

Para garantir que esse amadurecimento vai acontecer, o primeiro passo é reconhecer o estado atual da construtora. Com essa meta, a Previson criou uma calculadora para analisar a maturidade de gestão de obras. Com mais de 240 clientes e 2660 projetos gerenciados dentro da sua plataforma, a Previson tem como objetivo e missão transformar o mercado da construção civil e torná-lo mais sustentável. 

Entenda quais são os quesitos usados na análise, assim como a realidade que é encontrada dentro do mercado da construção civil. 

Três degraus da maturidade da gestão de obras

Para otimizar a eficiência do controle e gerenciamento de obras e, assim, atingir melhores resultados nos projetos, é fundamental desenvolver três itens: tecnologias, processos e pessoas. Não desenvolver um desses três prejudica o amadurecimento durável da sua empresa.

Degrau de pessoas

A adoção de novas tecnologias e implementação de processos é impossível sem uma equipe engajada e com metas bem definidas. Do contrário, esses processos podem ser deixados de lado e até esquecidos. Por isso, esse é o primeiro degrau. 

Responsável pelo planejamento

Empresas mais maduras em relação ao planejamento de obras têm um time exclusivo para essa função, contando até com mais de um responsável dentro do departamento. Já aquelas com menos maturidade, o planejamento e o acompanhamento ficam com o engenheiro ou do gestor de obras, que precisam dividir essas tarefas com as outras da sua rotina. 

Envolvimento do gestor

Ter informações atualizadas é um fator que faz toda a diferença na hora de tomar decisões assertivas. Diante disso, é fundamental que exista um acompanhamento recorrente por parte dos gestores, para que possam criar planos de ação para direcionar os times. 

Cultura

Para criar um ambiente onde todos se sintam motivados a implementar transformações positivas, a cultura da empresa precisa ser aberta para diálogos e os líderes devem incentivar a participação da equipe na criação e busca de novas soluções. 

Degrau de processos

Esse degrau se refere às rotinas, práticas de planejamento, metodologias implementadas dentro da construtora. O mapeamento e a determinação de processos são fundamentais para a diminuição da variabilidade e o aumento da eficiência. É essencial que os processos estejam alinhados e sejam eficientes para a implementação de uma tecnologia. 

Lean Construction e Linha de Balanço

O Lean Construction é uma metodologia que pode ser sintetizada em redução de custos, processos e desperdícios. A sua principal vantagem para a obra e para os projetos construtivos em geral é a otimização. 

A Linha de Balanço é uma técnica de planejamento que usa conceitos do Lean e é explorada pela construção civil para otimizar a eficiência e a produtividade. Embora muitas das construtoras usem a metodologia do Gráfico de Gantt (MS Project), vários estudos relacionados a práticas do Lean Construction provam as vantagens do método da Linha de Balanço, como a troca simplificada de informações entre o time operário e os gestores, interferências do cronograma mais claras, entre muitas outras. 

Horizontes de Planejamento

O Sistema Last Planner é uma ferramenta do Lean Construction que separa o planejamento de obras de acordo com o horizonte de tempo. Já sabemos que, quanto maior o horizonte de tempo, maiores são as incertezas. Por outro lado, se o planejamento a longo prazo é criado de maneira mais detalhada, se corre o risco de serem necessárias constantes revisões. 

Com o foco nas diversas necessidades de um projeto, para o longo prazo é feito o Plano de Mestre, um planejamento menos detalhado que proporciona uma visão mais estratégica do todo. 

A partir desse Plano de Mestre, se desenvolve um planejamento a médio prazo, que tem como objetivo proteger a produção para que a construção não pare por falta de equipamentos ou insumos. 

Por fim, o planejamento se desdobra no curto prazo, que tem um nível operacional. Esse visa estabelecer metas semanais para que a obra seja feita conforme o estipulado no Plano Mestre. 

Geralmente, na prática, é feito o planejamento a longo prazo na maioria das construtoras, enquanto o médio e curto prazo não são tão frequentes assim. Mesmo assim, nem sempre são feitas reuniões de acompanhamento de longo prazo. 

Reprogramação e planejamento de obras

Conforme a evolução da obra, é certo que imprevistos acontecerão e, assim, é comum que o planejamento fique atrasado. Dessa forma, é preciso fazer a reprogramação para diminuir os impactos no prazo e no custo final da construção. 

Uma prática que mostra a alta maturidade de gestão de obras é a realização de simulações de cenários para a tomada de decisões baseadas nos dados do prazo e custos da construção. Similarmente ao planejamento, a reprogramação não pode ser feita de maneira centralizada no escritório, para ser apenas repassada para o canteiro. A validação da reprogramação é fundamental para assegurar que as ações planejadas sejam de fato possíveis de serem feitas.

Degrau de tecnologia

O último degrau tem como objetivo centralizar, integrar e compilar da forma mais clara e instantânea os dados do projeto. As tecnologias são ferramentas que ajudam pessoas a concretizarem a eficiência nos processos e, dessa maneira, otimizar a maturidade de gestão de obras.

Se implantadas sem o desenvolvimento de processos e pessoas, as tecnologias podem evidenciar a ineficiência. Ou seja, é preciso treinar e incentivar as pessoas para que se integrem e entendam plenamente os processos, buscando a melhoria contínua e usando as tecnologias mais apropriadas. 

Planejamento financeiro e software de gestão de obras

O software de gestão de obras é uma das principais tecnologias avaliadas na maturidade do planejamento de construções. Sem um sistema deste, como do Obra Prima, muito dificilmente a sua construtora, ao ter mais de dois projetos, vai conseguir ter um controle preciso do que está acontecendo e da evolução deles.

Um passo além é o planejamento financeiro conectado com o físico, possibilitando que as decisões sejam feitas ponderando a melhor alternativa para a entrega no prazo, com desvio de custos dentro do esperado e com conhecimento do fluxo de caixa mensal da obra. 

BIM

A Modelagem da Informação da Construção (BIM) consiste em modelos que guardam e produzem dados ao longo de todo o ciclo de vida da obra. Essa é uma tecnologia que já falamos aqui no blog e ela vem ganhando cada vez mais reconhecimento no mercado e no poder público. 

Indicadores e Dashboards

Apesar de não serem tecnologias propriamente ditas, os indicadores são peças essenciais para indicar se a obra está ou não sendo realizada conforme o planejado. Eles revelam a necessidade de alterações na estratégia para corrigir e atingir o objetivo final.

Muitas construtoras ainda deixam de avaliar os indicadores. Outras, que já deram os primeiros passos nesse sentido, analisam os dados em planilhas. Porém, a avaliação dos indicadores pode ser aprimorada através do uso de tecnologias. Para mitigar esforço e tempo, e assim otimizar o grau de maturidade de gestão de obras, a construtora pode usar softwares que possibilitam melhor visualização das informações e atualizações dos dados de maneira automática.  

Otimize o seu grau de maturidade na gestão de obras

Agora que você entendeu os três degraus e o que cada um deles indica, é possível melhorar o nível de maturidade da sua construtora! 
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